J. G. FAJARDO       TERESA E. CALGAM

     ATELIER

ESQUINA DA ARTE

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      Seja o que for que tiver sido escrito sobre arte, é menos importante quando não se põe paixão, verdade, autenticidade, compromisso ou fascinação”.

Quando eu crio, esforço-me para ser o mais honesto dos homens, envolvendo-me com as causas que aprendi a admirar e acreditar, que são as coisas nossas.

Topo qualquer coisa que me impulsione a criar um trabalho de arte, seja café, oração, ou algumas taças de vinho.

Esse compromisso me acompanha até aqui, está no meu DNA, portanto não o trarei apenas para 2006, mas para toda a minha existência.

 

J. G. Fajardo

 

 

"... Penso que um país para ter história, precisa ter memória e esse pensamento eu transformo para a arte, que para ter história, também precisa ter memória, e a memória são os grandes mestres do passado.

A arte não tem condição de evoluir sem ter seu passado lembrado. Sendo assim, vamos valorizar o bom gosto, a boa técnica e principalmente a "alma" da obra."

 

Teresa E. Calgam

CULTURA ENRIQUECE UM PAÍS.

 

         Sabe qual é o produto que mais contribui para a elevação do PIB num país de primeiro mundo? Não pense que você está lendo a coluna de economia ou finanças; estou falando do produto mais nobre que um país que quer dar certo investe: é o produto cultural. 

         O produto cultural é muito vasto e um marketing perfeito para um país. Quando nós compramos gêneros alimentícios, muitas vezes não atentamos de onde vem, mas novelas, filmes, festivais, obras de arte, sabemos com certeza. Olha ai o marketing. Se perguntarmos de onde vem os melhores filmes, todos responderão: Estados Unidos; obras de arte: França, Holanda, Espanha; novelas: Brasil. Sendo assim, porque não investir em um produto que já provou dar certo; além do que, uma nação precisa ter cultura própria, e esta ser identificada em qualquer lugar do mundo. 

         Os poucos investimentos feitos no Brasil vão para teatro, televisão, cinema e alguns shows. Quando vão para artes plásticas, geralmente são exposições de fora. Necessitamos de mais espaços para expor, imparcialidade dos curadores, patrocínio e mais união na classe. Hoje, na maioria das vezes se pratica a arte do “Q.I.”, o famoso quem indica; perdendo-se assim, ótimos talentos. Na imprensa, idem; com isso, temos nosso produto cultural mal divulgado, mal consumido e às vezes, mal representado.

         Com uma boa divulgação nosso produto se torna bem aceito e consumido, aqui e no exterior, trazendo dinheiro para o artista e para o país.

         Agir com inteligência faz bem a todos, valorizar nossa cultura é preciso e divulgá-la, imprescindível.

 

O povo brasileiro precisa, antes de tudo, ser brasileiro.

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